Film School

“Never gonna hurt you, never gonna say it all…”

“It’s alright, you’re down, I’ll go away…”

“We can go down toghether…”

Acho que depois de um tempo de escuta, posso pretender dizer sem medo de afetação apaixonada (mentira) que Film School é uma das melhores bandas modernas que tenho ouvido.

Denominada pela sabedoria pública do Last FM como “shoegaze”, o Film Scholl é antes de tudo uma banda do que se chama indie rock. Contudo, sua sonoridade diferenciada, suas melodias delicadamente construídas como frágeis castelos de cartas caracterizam-se por guitarras atmosféricas barulhentíssimas, uma bateria nervosa, um tempero eletrônico ministrado em doses terapeuticas, um baixo capaz de possuir o ouvinte e finalmente, vocais suaves que esticam vogais ao gosto das guitarras ou clamam os versos finais das canções retocando essa música composta por sentimentalismo puro.

Sim, sentimentalismo. As melodias do Film School são todas excessivamente sentimentais, embora pareçam – como é próprio do shoegaze – alvejar certos sentimentos muito fundamentais e simples, difíceis de serem descritos. Segue abaixo um par de vídeos no Youtube. Acho que as filmagens não são oficiais, mas expressam bem o que os caras da banda pretendem evocar. São canções lindíssimas e que, arrisco dizer, não estão sequer entre as cinco melhores da banda.

Nem falo das letras: poesia pura. Desde o bucolismo da evocação de imagens naturais até a abstração psicológica e existencial de letras que, claro, falam de amor.

Recomenda-se parcimônia: o tipo de experiência proporcionada pela audição de Film School é daquele tipo que dificilmente se encontrará correspondência na realidade – embora possa, eventualmente, constituir justificativa de uma existência inteira a procura por breves instantes de fruição real de tal gama de sensações.

Film School no Last FM

Film School

(Eles são estranhos, mas o som é a cara deles mesmo…)

Sobre Vítor Costa

Um insistente amador na arte do pensamento. Acha que a existência é feita da mesma matéria que compõe os sonhos. E que cada situação é uma ocasião de aprendizado. Mas que podemos, sim, estar à deriva num infinito de absurdo.
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