Do que É (E de como)

(Publicado originalmente em Despojos à 06/08/2007 por ressentimento)

Assim se vai:
querendo;
Assim se cai:
sedento
no que demais
(por menos)
o fel se faz
tão bento.

Por si se trai
o valor,
a mãe, o pai;
o avô.
Vontade traz
o ardor
de procurar
amor.

E a dor que dói
no peito
silenciosa
e nua
joga o cantar
na rua
atrás de amor-
perfeito.

O mal-me-quer
me beija,
bebe o sabor,
devolve a
casca sem gosto
ao vento
enquanto a alma
dorme…

Tem por demais
alento
a vida tão
diversa
que por demais
perversa
ri do meu so-
frimento.

Indiferença
cega
tinge essa tela
humana;
mancha os lençois
na cama
por desenhar
sem régua.

E pra afogar
a mágoa
doce ilusão
se bebe
pro leme estar
entregue
ao proceder
das águas.

O nausear
aponta
que a verdade
mostra
tudo o que ninguém
gosta
no refletir
da onda.

Quem quer mudar
o mundo com
todo esse fogo
aceso
faz demonstrar
profundo
desconhecer
si mesmo.

Toda essa dor
é base
onde se assenta
o tudo.
Mesmo chorar
é fútil
Antes ter vindo
mudo.

Com vista nessa
cena
de um proceder
tão tolo
volto-me à minha
parte:
alimentar de
arte.

E o fato contgin-
gente
onde a Vontade
escolhe
deixa estar bem,
pois olhe:
Isso é de toda
gente!

Vítor Costa, setembro de 2005.

Sobre Vítor Costa

Um insistente amador na arte do pensamento. Acha que a existência é feita da mesma matéria que compõe os sonhos. E que cada situação é uma ocasião de aprendizado. Mas que podemos, sim, estar à deriva num infinito de absurdo.
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