Zeitgeist

À quem possa interessar, venho por meio dessa postagem declarar meu apoio à chapa Zeitgeist para as eleições do DAFIL-UFSM.

Para os mais novos na Filosofia UFSM, faço uma breve apresentação: fui acadêmico do curso de 2004 à 2008, participando das gestões 2006/2007 e 2007/2008 do DAFIL-UFSM. Durante esse período, o grupo que se formou e geriu por dois anos o DAFIL foi um grupo virtualmente emergencial, formado no interesse de não permitir que o Diretório Acadêmico do curso fechasse, pois naquele momento definitivamente não haviam acadêmicos interessados em representar o corpo discente do curso. Sob a liderança do colega Saulo Eduardo (que acabou aglutinando várias funções e sendo uma peça-chave do funcionamento do próprio DA) o Diretório Acadêmico, composto por quase vinte alunos, se manteve ativo e representativo, realizando Semanas Acadêmicas, Ciclos de Cinema e Assembléias periódicas. A segunda gestão desse grupo – então menor e um pouco modificado – assumiu depois de vencer uma eleição contra uma segunda chapa de estudantes. Ou seja: no decorrer de um ano de atividades, o Diretório Acadêmico tornou-se alvo de interesses de mais de um projeto de gestão.

Em função da conclusão de minha graduação em 2008, não pude me associar à nenhuma das chapas ao  final da gestão 2007/2008. O colega Saulo Eduardo anunciou que, por motivos pessoais, não participaria também de nenhum grupo. Isto já indicava que o DAFIL poderia sofrer uma mudança drástica em seu modo de proceder. Duas chapas se apresentaram e infelizmente eu não pude declarar apoio à nenhuma delas, pois participava da comissão eleitoral. Contudo, a chapa Diatribe venceu e mostrou que o DAFIL podia ser gerido de uma maneira diferenciada. Composta por colegas que julgo da mais alta competência intelectual e cujo envolvimento sério com a filosofia é inquestionável, a gestão Diatribe foi exatamente o que eu esperava de uma gestão do DAFIL. O que quero dizer com isso?

No fundo, é muito simples. Quero dizer que um grupo que se disponha a ser a representação discente de um curso deve ser composto por indivíduos que demonstrem envolvimento sério com o curso. Entendo por “envolvimento sério” um envolvimento que tenha em mente os interesses dos estudantes do curso, uma atitude zelosa e atenta para com as estruturas de funcionamento acadêmico desse curso, estruturas que jamais devem ser sacrificadas ou preteridas à interesses de ordem, por exemplo, ideológica. Infelizmente esse é um fenômeno comum na academia. Felizmente até hoje o DAFIL se manteve à salvo dessa tendência.

Após cinco anos de Filosofia-UFSM é possível fazer um juízo razoavelmente seguro acerca dos perfis acadêmicos que se expressam nas atitudes dos colegas. E os membros da chapa Zeitgeist definitivamente possuem o perfil que atende meu anseio político por representação acadêmica. Em suma, é um grupo do qual eu participaria sem hesitar, pois seus membros tem o perfil no qual eu me reconheço e que julgo apropriado para a representação da coletividade de estudantes da Filosofia UFSM.

Antecipando eventuais objeções acerca do tipo de juízo que estou realizando, falando das “pessoas” e não dos “projetos”, quero dizer que é exatamente isso que estou fazendo, pois penso que em termos de uma realidade política tão “paroquial” como é um Diretório Acadêmico, um projeto político muito “amplo”, “radical” ou “revolucionário” tende a distorcer a visão do sujeito político na medida em que esse projeto precisa se ajustar as necessidades locais e responder aos anseios de uma pequena comunidade – desafio que, às vezes, teorias pré-cozidas já não possuem o vigor para enfrentar.

Apoio a chapa Zeitgeist porque vejo em seus membros justamente esse vigor e essa competência filosófica. Muitos dos membros da chapa demonstram terem, competentemente e em pouco tempo, compreendido o “espírito” da academia e, principalmente, da filosofia enquanto curso e futura profissão. De posse dessa compreensão, me aparecem como os representantes adequados para a comunidade de estudantes de filosofia que transitam pelo prédio 74.

Sem mais a acrescentar para o momento, convido à todos os ex-colegas e novos acadêmicos da Filosofia-UFSM a confiarem seu voto na Chapa 2 – Zeitgeist.

Vítor Costa, ex-aluno da graduação da Filosofia-UFSM e ex-membro do DAFIL.

Sobre Vítor Costa

Um insistente amador na arte do pensamento. Acha que a existência é feita da mesma matéria que compõe os sonhos. E que cada situação é uma ocasião de aprendizado. Mas que podemos, sim, estar à deriva num infinito de absurdo.
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