Vanilla Sky: a utopia do sonho (lúcido)

O primeiro dos quatro filmes que pretendo comentar é uma refilmagem de outro: Abra los Ojos (1997). Prefiro comentar sua versão norte-americana apenas porque assisti mais vezes.

O enredo é muito simples: David Aames (Tom Cruise) é um jovem e belo magnata que vive a vida de forma completamente despreocupada. Herdou uma pequena fortuna que administra, com outros sete indivíduos, e que lhe dá uma tranqüilidade total, fazendo com que sua vida gire em torno de festas, diversão e amantes. Contudo, David se sente sozinho (o que a seqüência inicial do filme ilustra muito bem, colocando o perpetuamente idêntico Tom Cruise correndo por uma cidade deserta em seus sonhos). Julie Gianni (Cameron Diaz) é uma destas amantes, e é apaixonada por David, o que não é recíproco. David acaba se apaixonando pela delicada Sofia (Penélope Cruz). Em um dia no qual passa a madrugada inteira em um momento quase fraternal de intenso flerte (sem consumação, vale dizer) com Sofia, David é esperado por Julie que, de carro em frente a casa de Sofia, o convida a dar uma volta. Então, depois de um ataque histérico, Julie atira o carro de uma ponte. Julie morre, mas David fica irreversivelmente deformado, com o rosto desfigurado. E então se vê impossibilitado de retomar a vida que tinha antes, bem como impossibilitado de entabular um romance com uma já desinteressada Sofia. Da metade do filme para frente, porém, tudo começa a dar certo para David: ele não apenas consegue fazer uma cirurgia que restaura seu rosto como consegue estabelecer um relacionamento com Sofia.

Contudo, o filme é contado a partir de uma penitenciária na qual um (literalmente) mascarado Tom Cruise conversa com seu psicólogo (Kurt Russell) sobre o crime que teria cometido: David teria matado Sofia, mas não se lembra. Em um entrecruzamento entre as cenas da prisão e a narrativa linear, vemos David lidar com um cenário completamente surreal: Julie, supostamente morta, começa a reaparecer de forma inexplicável. E a assombração é tamanha que, em um momento fatídico em que David faz amor com Sofia, esta simplesmente “se transforma” em Julie, o que faz com que David se desespere e, em uma cena memorável de um Tom Cruise fazendo sua habitual interpretação de desespero, assassine Julie asfixiada, com um travesseiro. Contudo, tudo leva a crer que David esteja sofrendo de algum tipo de desajuste mental, até que descobrimos, já ao final do filme, a verdade sobre o que se passa: David está em animação suspensa, congelado, desde que assinou um contrato com uma empresa chamada Life Extension. Ao assinar esse contrato, David optou pela opção “Sonho Lúcido”, na qual sua mente seria projetada para uma realidade interior na qual sonharia com “o melhor dos mundos possíveis” que sua própria mente conseguisse produzir. Alguma coisa, porém, havia saído do controle e David estava tendo uma espécie de pesadelo. A empresa enviara um “Suporte Técnico” para o interior de sua mente e, através de um personagem, David é informado que tem a opção de acordar ou permanecer no sonho – de forma muito semelhante àquilo que Morfeu oferece à Neo em Matrix. Em uma cena emblemática, David se despede de uma Sofia projetada por sua própria mente e, sob um céu de baunilha, salta de um arranha-céu. O final do filme permanece quase-aberto, com uma voz feminina dizendo “Abra os olhos!” à David. O close final mostra um olho se abrindo e o filme acaba.

Life Extension e a opção “Sonho Lúcido”

Evidentemente, a grande premissa sem a qual o filme não funcionaria é a existência de um sistema de criogenia capaz de colocar a pessoa em um estado de animação suspensa e, ainda por cima, possibilitar à pessoa uma existência em estado onírico na qual esta possa ter a experiência de uma vida perfeita, projetada por sua própria mente. Uma ficção científica de apelo bastante pequeno, tendo em vista a tecnologia e a especulação sobre a possibilidade de tais empreendimentos. O grande nó narrativo do filme – e o mérito cinematográfico – é o de produzir uma narrativa onírica e surreal na medida certa, fazendo com que o espectador não mate logo de cara a charada sobre o que se passava, de fato, com David. A tentativa de manter o final em aberto não parece tão bem sucedida, na medida em que a única alternativa que parece razoável à de que tudo seja mesmo um sonho lúcido de David é a de que seus sócios estejam tentando enlouquecê-lo.

A idéia de uma empresa trabalhando com sonhos lúcidos da maneira que faz a Life Extension só é possível porque a própria idéia de “sonhos lúcidos” é uma idéia que vem sendo alimentada não apenas pela ficção, mas pelas mais diferentes perspectivas sobre o tema dos sonhos: desde místicos espiritualistas (como Carlos Castañeda) até cientistas (como Stephen LaBerge) trabalham a questão da possibilidade do sonho ser controlado por aquele que sonha. Este último realizou uma série de experimentos com supostos sonhadores lúcidos e as publicou. Desde então, a temática vem sendo ventilada nas periferias da ciência e assumida por correntes espiritualistas que incorporam a prática e o exercício da lucidez onírica à um cardápio espiritualista que, quase sempre, inclui coisas como “regressão à vidas passadas” ou “projeção astral”.

Para nossos fins, fiquemos com uma definição ampla do que seja um sonho lúcido: sonho lúcido é um sonho no qual, ao constatar que está sonhando, o sonhador assume o controle da realidade onírica em que está inserido. Tendo em vista de que toda a realidade onírica é uma projeção da mente do sonhador, é a partir da consciência desse caráter de sujeito e criador da própria realidade que o sonhador torna-se capaz de controlar o ambiente onírico, produzindo a seu bel prazer a realidade que o circunda. O tema também é ventilado – e parece ser também o centro do nó narrativo neste – em Waking Life, de Richard Linklater. Neste último, a continuidade ontológica entre a experiência da consciência na realidade e a experiência da consciência em estado onírico faz da experiência consciente como um todo um cenário contextual para a crescente tomada de consciência e, portanto, transcendência (espiritual) desta consciência.

Em Vanilla Sky temos uma situação menos mística, ou pelo menos uma jornada com menos etapas: um indivíduo completamente vinculado à sua realidade material opta, em um momento de desespero, pela opção de viver seu próprio sonho lúcido. Evidentemente, a desfiguração do rosto é, para David Aames, uma realidade incontornável: David está para sempre exilado do mundo simbólico em que sua vida se desenrolara até então. A partir do momento em que está condenado ao fracasso, David opta pelo sonho lúcido segundo uma motivação semelhante à de uma pessoa que apela a medicamentos que alterem seu estado de consciência. O sonho parece ser o último refúgio possível à um indivíduo que viu, a partir de um único instante, todo o seu horizonte de realizações simplesmente desaparecer. Projetar perpetuamente para si mesmo uma realidade perfeita foi a única saída encontrada por um indivíduo que dispunha, então, apenas dos próprios recursos financeiros, mas que não dispunha mais da pessoalidade que a perda do rosto levara consigo.

Seria possível, embora não enriqueça a análise, levantar a questão sobre as razões que levaram David a transformar seu próprio sonho em pesadelo. Uma psicanálise de botequim rapidamente nos ofereceria algumas respostas: David poderia estar tomado de culpa pelo modo como tratou Julie até levá-la ao extremo de cometer um ato desesperado. David poderia estar tomado por um sentimento de repulsa da própria covardia por optar um caminho imaginário e exilar-se da realidade na fria câmara criogênica em que se instalara pra sonhar pelo resto dos dias. Ou, em último caso, a própria mente humana não suportaria existir em um estado de plena realização e constante satisfação (idéia que aparece em Matrix). Nada disso parece combinar com o que o filme nos apresenta. Parece que em Vanilla Sky a razão que motiva a súbita passagem do estado de sonho lúcido para a produção de um pesadelo é apenas a necessidade de criar uma dinâmica narrativa, e que não há nenhuma grande razão psicológica ou existencial costurando essa narrativa, mas os próprios imperativos estéticos da obra cinematográfica. “Seu subconsciente causou problemas” é tudo o que diz o personagem do Suporte Técnico da Life Extension. Em suma, nenhuma razão existencial. Um acaso, uma contingência acaba tirando David do melhor dos mundos possíveis. A dedução de uma mensagem final sobre a natureza da mente humana seria forçada.

Mas não é (tão) forçada uma conclusão sobre a natureza das escolhas, e o filme ainda se salva por um (pequeno) conteúdo existencial: uma contingência tirou de David as condições de continuar vivendo na realidade e a mesma contingentia mundi lhe arrancou do mundo perfeito de sonho. A conversa de David com Ventura (o Suporte Técnico, cujo nome claramente evoca a força do acaso) nos oferece elementos mais sólidos do que seja uma análise de uma personalidade: o céu de baunilha (“o mundo ideal”), o romance com Sofia (“o amor ideal”), a figura do psicólogo (“o pai ideal”), todos os elementos do sonho lúcido de David eram um claro retrato de sua personalidade. É a idéia na qual se arvoram os estudiosos do sonho lúcido: o sonho lúcido é um contexto privilegiado para a prática da auto-análise e, portanto, do conhecimento de si mesmo. O que não nega, de forma nenhuma, que o sonho lúcido funcione como uma fuga da realidade, e David Aames é a personificação da fuga da realidade: evidentemente, a desfiguração do rosto é uma razão suficiente para jogar um indivíduo em uma situação psicológica limite, mas qualquer experiência pode ser o gatilho para o abandono de um projeto existencial inteiro, na medida em que a significação e o sentido de uma vida pessoal é sempre e em última instância, criação e responsabilidade do próprio indivíduo. Para ser fiel àquilo que Vanilla Sky nos oferece, a conclusão negativa é inevitável (um tratamento positivo do tema do sonho lúcido seria possível a partir de Waking Life): a matéria que compõe os sonhos, a mesma que pode ser contexto para uma maior compreensão de si mesmo, é perfeitamente adaptável às necessidades de uma mente que queira se alienar, fugir da realidade, do mundo e de si mesma.

PS: embora não faça parte da análise, é impossível não mencionar a trilha sonora do filme, uma das melhores de todos os tempos (batendo inclusive minha querida trilha de Lost in Translation, pensada de forma genial por Sofia Coppola). Eis algumas das jóias:

Radiohead – Everything In Its Right Place
Sigur Rós – The Nothing Song/Njósnavélin
Todd Rundgren – Can we Still be Friends?
The Beach Boys – Good Vibrations

Sobre Vítor Costa

Um insistente amador na arte do pensamento. Acha que a existência é feita da mesma matéria que compõe os sonhos. E que cada situação é uma ocasião de aprendizado. Mas que podemos, sim, estar à deriva num infinito de absurdo.
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40 respostas para Vanilla Sky: a utopia do sonho (lúcido)

  1. Giovani disse:

    Olá, Victor, adorei sua análise.
    Assistir ao filme mais de dez anos do seu lançamento e tive a curiosidade de ler um pouco mais sobre o tema e ver algumas críticas. Passei por este espaço como o segundo tópico de leitura e achei muito bom; não tão crítico, mas bem extensivo do próprio filme. Por consequência positiva, irei ler os outros três ensaios que mensiona no início desta leitura.
    Forte abraço.

    • Victor da Filosofia disse:

      Olá,

      Grato pelos comentários. Apenas lamento não ter, até hoje, comentado o “A Origem”. Mas, planejo analisar em breve um filme que aprecio ainda mais que este, ao qual devo tanto que o mínimo que posso fazer é publicar uma análise em um blog.

      Abraço!

    • alexpsantos disse:

      Eu assisti ontem esse filme, bem legal e confuso. Gostei Pq gosto de filmes como matrix, a origem e a série lost. E como todos não devemos esperar mto do desfecho, e olha que em vários momentos achei que o filme ia acabar e não acabava, e assim o David enfiava cada vez mais o pé na jaca..outro filme com pegada psicológica é o clube da luta… Legal também

  2. Elvia Guimarães disse:

    Victor, excelente comentário. Digno de uma pessoa extremamente perspicaz e culta. Complementou meu entendimento. Não obstante, um questionamento: qual foi o papel dos sócios de David em relação à decisão do congelamento?? Teria sido uma escolha só dele, de David, esperançoso em relação aos avanços da medicina estética????

    • Victor da Filosofia disse:

      Ah, pois é. Eu não quis mexer nisso, porque né…

      Considero decisiva a cena em que o psicólogo de David não lembra do nome das próprias filhas. A sequência final – talvez infelizmente, pois fecha para outras interpretações – fecha aquela possibilidade “conspiracionista” na qual os “sete anões” estariam manipulando todas as informações e enlouquecendo David. No mais, acho plausível que eles tenham sugerido o congelamento sim.

      Quero olhar novamente o “Abra Los Ojos”. Já não lembro o quanto “Vanilla Sky” se parece e se diferencia deste.

  3. Conrado Neison disse:

    E o quem tem a dizer sobre a garota Sofia e seu arquétipo ‘superficialista’? Seria projeção do próprio David ou algum tipo de crítica embutida? Achei muito retardado o fato da garota dizer:”Eu te digo em outra vida quando nós dois formos gatos.” Ele poderia ter sido rejeitado de outra forma…

    • alexpsantos disse:

      Conrrado, eu acho que a Sofia seria uma projeção inversa de David, mulher e não rica, acredito nisso quando ela usa a mesma desculpa que ele dava para despistar a Cameron Dias, ela diz: LOGO eu te vejo. Ele sabia que seria nunca Pq era exatamente o que fazia com a loirinha…. “Logo” é bem peculiar dele, num é um clichê habitual… normalmente para dar um fora o certo seria dizer ” eu ligo depois “…nunca vi eu te ligo LOGO, então pra Sofia saber dessa expressão íntima e inconsciente de David ela só poderia ser fruto da sua própria projeção…. Abs

  4. elton disse:

    Victor eu interpretei que o motivo dele ter tomado a escolha de ser congelado e viver dentro do sonho lúcido foi pq o encontro com sofia realmente mexeu com ele, e ele tivesse se apaixonado. Porém, o acidente com ele o privaria de viver a melhor fase da vida, o que realmente valeria a pena. Tomado pelo desespero e o a sensação de que não deveria ter acabado assim, ele procura a única alternativa, o sonho lúcido!
    Se encaixa dentro da ideia?

    • alexpsantos disse:

      Elton, o loko, ele conheceu a Sofia só num dia e logo já se decidiu se congelar baseado nessa última razão? Acho improvável, eu acredito num conjunto de fatores, e o principal deveria ser o fato do futuro dele estar comprometido irremediavelmente, assim por pensar que não seria mais capaz de conquistar a mulher dos seus sonhos, a Sofia era só a figura representativa disso, tão somente, poderia ser outra, mas a mente dele projetou ela..do inconsciente dele. Ela até tirou com a cara dele dizendo assim: “se liga maré, eu só te vi uma vez”, e ele aí ele desaba e a ficha caí, deu até pra ler o pensamento dele: “caramba sou um maré mesmo construí um santuário pra essa mina e ela nem sabe quem sou direito ” foi quase o fã face to face com seu ídolo no supermercado… O ídolo nem sabe quem é pessoa, e a pessoa sabe até o tipo sanguíneo dele..rsrsrs

  5. Sonho lúcido não é apenas ficção. Existe.
    http://www.sonhoslucidos.com/

    Faço parte até de um grupo.

  6. Vanessa disse:

    Só eu que fiquei melancólica depois de assistir Vanilla Sky?
    E a cena que ele descobre que “matou” Sofia ao som de Can we still be friends? é de uma empatia ‘música-cena’ poucas vezes vista.

    • Roberth Henrique disse:

      Você não foi a única, eu fiquei muito mal depois de ver este filme, fiquei triste, pensativo

      • alexpsantos disse:

        Eu vi esse filme ontem no netflix, durante o filme pareceu legal, mas o desfecho deixou uma sensação estranha Mesmo, eu acho que o David usava tóxicos pesados. Além disso os créditos subiram e li que o tom fora um dos produtores do filme…

    • alexpsantos disse:

      Vanessa, no filme deu mesmo um pouco de pena, porém, fiquei confortado Pq, no fim, tudo era um sonho, ufa! Coitado do cara! Eu acho que a série lost aproveitou de algumas maluquices desse filme…. De qqr forma ele nos leva à reflexões bastante interessantes…::-)

  7. Victor, o acaso me trouxe ao seu blog novamente! Terminei de assistir “Vanilla Sky” pela primeira vez nesse instante e saí em busca de comentários sobre o filme – fabuloso Google -, seu blog era um dos primeiros. Lembrando de como vim parar aqui pela primeira vez, tento rapidamente – e relaxadamente -, fazer uma ligação de “A Imortalidade” de Kundera com “Vanilla Sky”. Devo dizer que é um exercício difícil para mim, mas de longe me parece que “Vanilla Sky” tem dez fios, enquanto “A Imortalidade” milhões. Como encontrar os fios que se ligam? Se eles existem, que aquele que sabe como ligá-los, um dia o faça.
    Abraço!

  8. alexpsantos disse:

    Bom, assisti esse filme ontem no netflix e hj busquei mais sobre ele e sua resenha foi certamente a mais completa do top 5 do Google… Fiquei com preguiça de ver os outros…de qqr forma o filme é bom, com alguns clichês, claro, mas o suficiente pra me prender para entender tudo aquilo e refletir, o filme pecou pela eloquente e confusão, como se o propósito não fosse fazer uma estória como começo e fim, mas levar à reflexões de si, como humano, e como isso tem a,ver com Deus e o próprio mistério da razão da vida que a estética poética do filme somente poderia ser confusa. Parece-me um clichê isso, a própria obra ser injustificável escancaradamente por que ela é a própria confusão, como um quadro abstrato, para ele falar sobre o abstrato ele simplesmente o torna, para trazer pra trazer pra debaixo do nosso nariz a materialização do complexo, como ele seria, se nossa mente fosse um filme, ela seria o VANILA sky?? Algo assim, entendeu!? O que acha?? rsrs

  9. Excelente análise do filme. Parabéns. Curti muito.

  10. Nilson Silva disse:

    Muito Bom este Filme

  11. Rosangela Doehl disse:

    Parabéns pela reflexão! Era justamente o que eu queria ler.
    Pela riqueza com as palavras, irei ler seus outros post’s!

  12. Graziela disse:

    Impressionante como esse filme mexeu comigo… Fiquei também pensativa, melancólica e curiosa… E mais interessante é que muitas vezes vi partes deste filme sem prestar quase atenção, já que ele não é de hoje. E só agora, no Telecine Touch, enquanto eu descansava, parei e olhei atenciosamente. Nunca havia entendido como hoje. Tanto que vim procurar no Google algo mais sobre ele e parei aqui, li somente esta análise e aqui parei, pois achei muito boa. Acho que dá pra resumir o enredo em poucas palavras (nas quais o ser humano se apega fundamentalmente): Fugir da realidade e viver eternamente feliz.
    É onde a ciência se mistura com a ficção (sobrenatural ou espiritualidade, como queira).

  13. Graziela disse:

    Impressionante como esse filme mexeu comigo… Fiquei também pensativa, melancólica e curiosa… E mais interessante é que muitas vezes vi partes deste filme sem prestar quase atenção, já que ele não é de hoje. E só agora, no Telecine Touch, enquanto eu descansava, parei e olhei atenciosamente. Nunca havia entendido como agora. Tanto que vim procurar no Google algo mais sobre ele e parei aqui, li somente esta análise e foi suficiente, pois achei muito boa. Acho que dá pra resumir o enredo em poucas palavras (nas quais o ser humano se apega fundamentalmente): Fugir da realidade e viver eternamente feliz.
    É onde a ciência se mistura com a ficção (sobrenatural ou espiritualidade, como queira).

    P.S.: Mandei novamente o comentário porque atualizei algumas palavras… :)

  14. Shaenny Medeiros disse:

    Bom , eu terminei de assistir e logo, como todos, busquei comentários sobre ele. Sinceramente, eu não tinha entendido ao certo, mas seu post e os comentários me ajudaram a esclarecer o que faltava. Ótima analise. Parabéns.

  15. paulo cesar rodrigues disse:

    eu ate agora naum sei se ele morreu ou naum??

  16. Alex Sandro disse:

    e eu continuo sem entender.

  17. Doce desconhecida disse:

    Caro Victor, sem dúvidas este é um filme que nos causa pequenas indagações – nada comparado à outros mais complexos no entendimento, claro. – Na minha primeira vez que assisto o famoso “Céu de baunilha”, consegui preencher quase todas as lacunas da compreensão, porém o fim ( a cena em que uma voz diz para ele abrir os olhos e, assim, ele o faz ) me fez questionar se toda a história teria sido somente mais um de seus sonhos que misturam a realidade com a surrealidade – remetendo ao início da trama (time square e o despertador) – ou seria a vida real que iria ser parecida com a de seus sonhos, relacionando a voz e a fala do começo do filme. O que achas? O filme será assim mais simples e eu estou tornando-o mais complexo?

    • Vitor Akira disse:

      Graças ao seu comentário, vejo um final alternativo. – Depois de muitos anos, desde que eu vi este filme pela primeira vez.

      O filme faz com que pensemos o óbvio – David se entregou ao projeto “sonho lúcido” e agora vai acordar 150 no futuro…Certo,mas há uma ponta solta.

      Logo no início do filme, vemos que David estava tendo um de seus pesadelos (no qual está sozinho na Times Square), quando é acordado pelo despertador (uma gravação de Julie dizendo “Abra os olhos, David”), e no final do filme, a mesma frase é dita…

      Será que Sofia nunca existiu, e ele vai acordar na cama com Julie? (também é importante destacar, que nesta cena final, o olho que aparece na cena, está completamente normal, e durante o filme, podemos ver que os dois olhos (formato) haviam sido afetados)- a partir deste ponto, podem haver vários finais.

      Eu prefiro pensar que ele teve uma premonição que conheceria Sofia, e que não deve entrar no carro com Julie, e viva feliz pra sempre… rs
      Este é um grande filme.

      • Vitor Akira disse:

        Gostaria de complementar…
        Na cena final, quando David se despede de Sofia, há um dialogo que reforça a minha percepção sobre o final do filme.
        David diz: Eu te perdi quando entrei naquele carro, sinto muito; Lembra o que você me disse uma vez, que cada minuto que passa, é uma chance para mudar tudo pra sempre.
        Mas é surpreendido pela resposta de Sofia: – Eu vou te encontrar de novo.
        Ele fica um pouco pertubado com a resposta, e diz a frase clássica: – Vamos nos encontrar de novo em outra vida, quando formos gatos.

        Imagino que ele tenha percebido algo; talvez que estivesse realmente sonhando.

  18. Diogo Dias disse:

    Uau. Tantos anos vendo apenas trechos desse filme e meio que já sabia que seria interessante. Mas sempre adiando… Até que através de uma música da trilha sonora (REM – Sweetness Follows) lembrei do filme e parei pra ver… Incrível. Sofro com “sonho lúcido”, conhecido também como “paralisia do sono”… Quando ele começa a correr da apresentação no LE gritando “eu quero acordar”, me lembrei de tantas e tantas vezes que gritei pra acordar… Porém existe a indução do sonho lúcido, que é consciente desde o primeiro momento… Só consegui uma vez, ouvindo ondas sonoras especiais. Daí entra o contexto idealizado do sonho… Não é uma experiência que quero levar em frente, mas sei que sou prova viva de que esse filme não é tão ficção assim rs…. Quem escreveu a história original, lá da versão espanhola, certamente passou por isso, ou ouviu relatos bem descritos….

  19. edsilva disse:

    Cara .. Simplesmente incrivel este filme”Vanilla Sky”…Tom Cruise inesquecivel …
    Queria dizer que no decorrer do filme,notei um coisa ,que David,sempre esteve a procura de uma pessoa ,da qual o fizesse ficar realmente apaixonado e quando ele ver Sofia na festa,ele tem plena certeza que ela Mudaria sua Vida…..e soube naquela noite que o Amor realmente existia pra ele. É um filme emocionate ..

  20. edsilva disse:

    Filme excelente .

  21. Tamires disse:

    Excelente análise! Mas só uma dúvida, se ainda puder me responder.. Afinal, Sofia era mera criação de David? A única mulher real foi Julie? Isso ainda me deixa confusa,,

    • Vítor Costa disse:

      Acho que não. Sofia era real. O ponto onde o sonho se cola à realidade é na noite em que, voltando da festa com o amigo, David percebe que perdera Sofia para sempre.

  22. Pricilla disse:

    Eu entendi que nos seu delírios David com fundia julia com sofia, e que seu verdadeiro amor é a Júlia e não Sofia !

  23. Victor, na sua opinião , ao se jogar do prédio David acordou do sonho lúcido ou apenas começou um novo capítulo, como a ruiva falou q poderia acontecer…? Quer dizer, qual foi a escolha q ele realmente fez? Acordar ou continuar sonhando?

  24. julia disse:

    acabei de assistir vanilla sky no netflix e fui direto para o google procurar a interpretação de outras pessoas sobre o filme. Gostei muito da sua publicação(pretendo ler outras), algo que me deixou curiosa foi a decisão dele de optar pelo sono lucido, fiquei sempre com um feeling que o tripp(o amigo da familia) estava armando alguma coisa.

  25. Rafa disse:

    Acabei de assistir no netflix e também vim procurar por esclarecimentos sobre o filme. Estranhamente, durante o filme pensei sobre quase tudo que vc relatou, sem conseguir aprofundar nada, obviamente (já que não pausei o filme para pensar kkk), lembrei de Platão, Matrix, da “metáfora” sobre os medicamentos, como ditos no texto, mas me lembrei de Memórias póstumas de Brás Cubas – a parte em que Brás é levado em seu “sonho” para o monte por um animal (não me lembro qual, hipopótamo?, não lembro), mas achei semelhante quanto ao sonho e quanto ao lugar alto que o personagem foi levado para tomar uma decisão e até mesmo refletir. Perdão pela falta de detalhes, seria uma pena se o livro fosse cair no meu vestibular esse ano kkk.
    Mas quanto ao texto, achei muito esclarecedor, muito obrigada.

  26. Cássia disse:

    David está morto!
    Precisa se libertar e descobrir a nova realidade em que vive.

  27. Renan Gonçales disse:

    Depois do acidente, tudo o que aconteceu foi um sonho ou teve partes reais? Tipo “matar a Sofia”, foi real ou foi no sonho dele?

  28. Vitor Akira disse:

    Imagino um final diferente do normal, por dois motivos:

    1) Logo no início do filme, vemos que David estava tendo um de seus pesadelos (no qual está sozinho na Times Square), quando é acordado pelo despertador (uma gravação de Julie dizendo “Abra os olhos, David”);
    2) No final do filme, a mesma frase é dita.

    Será que Sofia nunca existiu, e ele vai acordar novamente na cama com Julie; ou pode até mesmo, acordar no apartamento de Sofia?

    Eu prefiro pensar que ele teve uma premonição do que poderia acontecer, e que não deve entrar no carro com Julie.
    Isso seria algo como segunda chance, assim como ocorreu no filme Click, de Adam Sandler.

    Na cena final, quando David se despede de Sofia, há um dialogo que reforça a minha percepção sobre o final do filme.

    David diz: Eu te perdi quando entrei naquele carro, sinto muito; Lembra o que você me disse uma vez, que cada minuto que passa, é mais uma chance para recomeçar tudo.
    Mas é surpreendido pela resposta de Sofia: – EU VOU TE ENCONTRAR DE NOVO.
    Ele fica um pouco pertubado com a resposta, e diz: – Vamos nos encontrar de novo em outra vida, quando formos gatos.

    Imagino que ele tenha percebido algo; talvez que estivesse realmente sonhando.

    Fatos importantes:
    1) A mente de David, foi capaz de criar todo aquele universo, inclusive o “suporte técnico”, afirma que David só conhecia Sofia apenas 1 dia, e que toda aquela personalidade que ela tinha durante o tempo que passou no sonho, foi tudo inspirada num filme que ele viu. Sendo assim, até mesmo a frase do gato, pode ter sido algo que ele viu em algum lugar. (o que também reforçaria o fato, que ele acordou no momento antes que houvesse o acidente de carro.)

    2) Na cena final, Sofia aparece com a mesma roupa que ela estava no dia da homenagem a David (seu velório); como ele imaginou ela com a mesma roupa, sendo que ele não a viu? (mais uma prova que tudo não passou mesmo de um sonho)

    3) O Assistente Técnico, fala com David no elevador, sobre CONSEQUÊNCIAS… Similar ao que acontece com Adam Sandler, que toda a escolha, teve uma consequência…

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